08 agosto 2009

De volta a Madrid

Os dias são quentes e insuportáveis. Aqui não corre a brisa que havia em Almada no fim de Julho quando lá estive numas pequenas férias.
Apetece-me passear mas com este calor é muito má ideia. Só se fôr para passear em sítios mais frescos.

Ainda há muito trabalho para fazer. Já está na altura de começar a escrever a tese.

12 julho 2009

Episódio da minha infância

Quando eu andava na primária, saíram uns livros de poesia de autores portugueses que vinham também com uma cassete com as versões declamadas e cantadas das mesmas poesias. Eram um conjunto de quatro com as estações: Primavera, Verao, Outono, Inverno. A minha mãe comprou-os na loja de fotocópias da D. Tina, uma senhora anã a que a minha mãe chamava carinhosamente Tina Tóner. Eu adorei-os e lia e relia e ouvia e reouvia.

Um dia, a professora mandou-nos como trabalho de casa escrever uma quadra sobre o Outono. No dia seguinte à entrega dos poemas, resolveu ler à turma os seus dois favoritos. Um deles era o meu. O outro era da minha colega F. Quando a professora começou a ler o poema da F., reconheci-o imediatamente como sendo uma das quadras dos livros que a minha mãe me tinha dado e olhei para ela. Ela reconheceu no meu olhar que eu sabia. Ficou assustada e imagino que esperando que eu dissesse a verdade à professora. Mas não disse. Fiquei caladinha como um rato e não contei a ninguém.

Nunca falámos disto, eu e ela. Nunca soube se o plágio teria vindo da preguiça em pensar numa quadra ou era o resultado de horas de desespero perante uma folha em branco. (Curiosamente voltei a ter esta dúvida quando soube do plágio da Clara Pinto Correia.)

Sei que no momento, com os meus 7 ou 8 anos, o que me impressionou não foi o apropriar-se do trabalho de outro mas a injustiça: por um lado, que tivesse tido o mesmo reconhecimento que eu, que tinha de facto escrito o meu, por outro que tivesse mais reconhecimento que os meus colegas, que tinham trabalhado mais que ela.

Sobre nós ficou, desse momento em diante, o peso da mentira. Eu sabia algo dela que ela pensara que ninguém ia descobrir e eu receava descair-me sem querer (sou perita em meter a pata).

O último que soube dela, quando teríamos 20 anos, encaixa com este episódio. A F. continuava a não reconhecer as suas limitações e a tentar voar demasiado alto. Pelo facto de ser boa rapariga, estudiosa e esforçada, tenho a certeza de que triunfaria numa série de profissões, se ao menos pusesse de lado as ambições desmesuradas. Tenho a certeza que com o reconhecimento viria o sentimento de compensação, por muito que a início pudesse pensar que não era aquilo que queria.

30 março 2009

Flight of the Concords, brutal!

Obrigada, Joana Chora

Qualquer um tem muita piada, deixo dois para aquecer, os demais estão no youtube.



19 dezembro 2008

01 dezembro 2008

Finalmente!

Cai neve
Cai neve
Cai neve em Madrid

Que lindo! Nunca tinha visto nevar e é tao lindo! É como chuva mas mais grosso e lento e é tao lindo! Quero mais!

28 novembro 2008

Eu bem digo...

Quando há obras em prédios eu passo sempre pelos corredores debaixo dos andaimes que os construtores deixam. Isto stressa várias pessoas, que preferem passar por fora, mas eu farto-me de lhes dizer que é mais seguro passar por dentro e ninguém me liga, tendo uma tendência gaulesa para achar que o Céu lhes vai cair em cima.

Pois hoje ficou provado que eu tenho razao. Ao passar por umas obras (e por baixo dos andaimes), do lado de fora praticamente quando eu ia a passar caiu uma máquina daquelas de polir. Nao me teria acertado por uma unha negra, se eu tivesse ido por fora, mas nem sempre se tem essa sorte: que o diga a minha amiga que levou com um ar condicionado na cabeça ao entrar num restaurante, que poderia ter caído uns segundos antes ou depois, mas caiu mesmo quando ela estava a passar e a fez usar um colar cervical durante uns meses.